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.As Origens do Topónimo Castêlo

A palavra Castêlo deriva da palavra castro, um povoado fortificado situado no cimo de um monte,enquadrado no período da Idade do Bronze Final até aos Romanos. No local hoje designado de Monte de Santo Ovídio, existiu outrora um castro que foi romanizado posteriormente.Apesar de não existirem no local dados arqueológicos concretos, admite-se a sua romanização,devido ao aparecimento de uma necrópole romana na fábrica junto à rotunda da Via Diagonal. O castro Castelense, segundo alguns autores, era um importante ponto estratégico no território dominado pelo Castro de Alvarelhos a Norte.O castro no período medieval é referido num documento de 1048 como castro avenoso e, tal como outros castros, foi sendo progressivamente num castelo. A actual grafia do termo surge no século XX, anteriormente aparecia, em documentos do século XVI, a designação de Castrelejo, diminutivo de Castro. Castrelejo derivou de Castrelo, que por sua vez, originou, Castello (que se lê como em Castelhano). A nossa distinção de Castêlo da Maia e não de Castelo resulta da evolução da palavra Castro >> Castrelo >> Castello >> Castêlo.

.Patrociníos

Farmácia do Castêlo
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Lenda da Campa do Preto

A Campa do Preto, fica situada na freguesia de Gemunde, no lugar do mesmo nome no Concelho da Maia. O seu jazigo fica à margem da estrada que liga Castêlo da Maia a Matosinhos.

Um preto de pura alma cujo nome se perdeu, servia em casa de um fidalgote que o tempo e a lenda empurraram, singularmente para o anonimato. O tempo, mas não muito que os nossos antepassados situaram a acção da história em torno de 1790. Há os que dizem Santo Preto, porém, à lenda que envolve o principal protagonista desta história não são auferidos ao africano quaisquer tipos de benesses sobrenaturais em beneficio próprio ou de terceiros.

Pois em 1790, existia um solar em Guilhabreu, Vila do Conde (de onde dista 11km).

Alguns hsitoriadores são de opinião ter sido esta casa, o berço de Gonçalo Mendes, o Lidador da Maia.

Pois nessa casa (e agora entramos na lenda através da sua versão mais corrente) vivia um fidalgote provinciano e com todas as características (permita-se o pleonasmo de fidalgote provinciano com a agravante de ser setencentista) se ao acaso ser setencentista constitui agravante.

Vamos pois, surpreendê-lo num dia em que  conseguio arrastar até à sua solarenga mansão, uma donzela aldeã de rosto formoso, de corpo bem formado, longas tranças e olhos castanhamente baixos. De sala, em sala, ao longo dos corredores conseguio levá-la aos seus aposentos mais íntimos. Tiranetezinho de trazer por casa, tentou seduzi-la, mas os seus modos canhestros lograram apenas a repulsa da jovem. E o fidalgo não esteve com meias medidas. A intenção era violentá-la. E se intentou com presteza mas a rapariga foi moça ciosa da sua honra, que fugiu. Fugiu internando-se  numa grande seara de trigo.

Enraivecido pelo malogro das suas intenções, o fidalgote jurou dupla vingança. E chamou o seu criado negro, a ele e aos outros criados ordenou que queimassem a seara. Logo os criados de archote em punho se lançaram na periferia da seara a incendiá-la. O criado preto apagou o archote e assim uma zona da seara demorou mais tempo a arder, por aí se encaminhou a donzela fugindo.

Derrotado o fidalgo chamou o preto:

-Desobedeceste-me!

- Patrãozinho, eu não podia queimar o pão e a menina. A maldição cairá sobre nós...

-Bem, não vais voltar a desobedecer-me.

- Pois não patrãozinho. Desculpe-me sim!

-Aparelha-me o cavalo que vou à festa da Senhora da Hora!

- Muito bem, eu aparelho patrãozinho.

Montado, instantes depois no seu alazão, o fidalgote passou uma corda em torno do pescoço do escravo preto e amarrou a outra ponta à sela.

-Agora vais acompanhar-me, rapaz!

-Sim patrãozinho eu obedeço.

E o fidalgote lançou o cavalo à desfilada. A entrada para a Senhora da Hora passava por Gemunde. Ao princípio preto corria, mas depois soçobrou fatgado, corpo caido no chão e sacudido entre as pedras. O fidalgo esporeava a sua montada e o desgraçado do preto morto dos primeiros encontrões nos rochedos ia ficando com o seu cadáver retalhado pelo caminho, desmenbrado da maneira mais horrível.

O bom povo dali apercebeu-se do que se passava e lançou-se, multidão amotinada e a pé em perseguição do fidalgote assassino. Pelo caminho iam recolhendo os pedaços do desgraçado. Em Gemunde encontraram a cabeça do pobre preto. Apercebendo-se que o cadáver estava completo, logo lhe deram sepultura, amaldiçoando o patrão infame.

Lugar de lembrança de um preto martirizado, assim ficou a Campa do Preto.

publicado por revolucionariosdocastelo às 19:55
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.O Castêlo da Maia é uma vila portuguesa do concelho da Maia. É integrada pelas freguesias de Barca, Gondim, Gemunde, Santa Maria de Avioso e São Pedro de Avioso.

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